
Dicas de Saúde
É comum se pensar que, com a chegada do inverno, torne-se necessário um consumo maior de alimentos, devido às necessidades aumentadas de energia para compensar a redução da temperatura. Ou seja, mais calorias para manter a temperatura corporal.
É natural haver aumento do apetite nos dias frios, como conseqüência da necessidade do organismo em produzir mais calor. Porém, é importante ter cuidado nos “exageros” típicos do inverno.
Um exemplo disso é o maior consumo de chocolate no inverno, o que pode ser perigoso para algumas pessoas. O chocolate é rico em gorduras, podendo conter até mesmo gorduras saturadas (as mais perigosas para o coração), devido à adição de leite e/ou manteiga, o que pode aumentar os níveis de colesterol quando consumido em excesso. Para o chocolate quente, uma opção é o chocolate desengordurado ou parcialmente desengordurado, o qual contém menos gordura que o normal, embora seja também calórico. Por exemplo, 100g de chocolate em pó comum tem 509 calorias, enquanto o mesmo produto desengordurado contém 383 calorias (em 100g).
O consumo aumentado de bebidas alcoólicas nos dias frios também pode ser prejudicial, se não for controlado. As bebidas alcoólicas são fontes de calorias vazias para o organismo, ou seja, fornecem apenas calorias e nenhum nutriente. Um consumo indiscriminado de álcool pode representar um consumo exagerado de calorias e, conseqüentemente, levar a ganho de peso.
O inverno é o momento ideal para se abusar das sopas ou cremes preparados com vegetais e grãos (ervilha, lentilha, feijão, grão de bico, aveia, trigo para quibe, etc). Sopas de legumes com grãos são uma excelente opção de jantar para as noites frias, acompanhando-as com torradas e queijo branco. Carnes magras podem ser acrescentadas a essas sopas, o que faz aumentar o valor nutritivo.
Vale lembrar que toda caloria consumida poderá ser armazenada no organismo na forma de gordura, caso não seja gasta de alguma forma (exercícios físicos, atividades metabólicas etc).
É importante cuidar da alimentação durante o inverno e não exagerar no consumo de massas, doces, bebidas para compensar o apetite aumentado. Uma boa seleção de alimentos pode suprir as necessidades aumentadas de calorias sem levar a um aumento do peso corporal.
(Fonte: Nutrição Assistencial – Hospital Virvi Ramos e estagiárias de Nutrição Social Fátima Faculdade)
O que há de novo hoje é a certeza que os alimentos, alem de suas qualidades nutricionais, tem substâncias que ajudam na prevenção e controle de doenças. Esses alimentos estão sendo chamados de funcionais.
Alimentos funcionais são aqueles que, além de nutrir nosso organismo e saciar nossa fome, trazem componentes ativos capazes de prevenir ou reduzir males que vão da constipação intestinal à osteoporose, arteriosclerose e até mesmo certos tipos de câncer.
Procure consumir todos os dias uma porção de leguminosas como soja, lentilha ou feijões. Uma porção equivale à meia xícara de um desses alimentos cozidos.
É saudável consumir pelo menos sete porções ao dia de grãos de cereais e leguminosas, arroz, cevada, centeio, trigo, milho, aveia. Uma porção de cereal cozido equivale à meia xícara de chá de arroz integral cozido, macarrão ou aveia.
Quanto às frutas e vegetais, o ideal é consumir cinco ou mais porções ao dia. Observe que uma porção é igual à meia xícara de vegetais frescos ou cozidos ou meia xícara de chá de vegetais de folhas ou metade de uma fruta fresca.
É aconselhável também comer uma porção ou mais de raízes e tubérculos como batata, batata-doce, cenoura e beterraba.
O que faz: Diminui o risco de doenças cardiovasculares.
Como age: Reduz os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vaso sanguíneos do coração.
Onde encontrar: Peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.
O que faz: Está relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata.
Como age: Evita e repara os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células e desencadeiam o câncer.
Onde encontrar: Tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.
O que fazem: Atenuam os sintomas da menopausa.
Como agem: Por ter uma estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), alivia os efeitos de calor e cansaço da menopausa e da tensão pré-menstrual.
Onde encontrar: Soja e seus derivados.
O que faz: Ajuda a diminuir o risco de câncer.
Como age: Quando ingerimos gorduras e proteínas, o betacaroteno se converte em vitamina A, protegendo as células do envelhecimento.
Onde encontrar: Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.
O que fazem: São microorganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal.
Como agem: Impedem que bactérias e outros microrganismos patogênicos se proliferem no intestino. Onde encontrar: Iogurtes e leite fermentado
Uma reeducação alimentar significa adotar novos hábitos de alimentação, substituir tentações por atitudes regadas com muita cor e sabor. E, lógico, uma boa pitada de força de vontade se faz necessária.
Os eternos regimes, as incansáveis sugestões de dietas com restrições de calorias, isentam de cores, de texturas e de sabores, o abuso dos “temperos” artificiais – tem levado as pessoas a cometerem ações erradas que comprometem a saúde. Pesquisas demonstram que toda pessoa que faz regime sem se preocupar com a MUDANÇA DO HÁBITO volta a engordar.
O mais importante é que esses novos hábitos sejam incorporados sem mudanças bruscas e sim com o intuito de melhorar a qualidade de vida – perder peso aos poucos é bem melhor e mais saudável do que se atirar num regime devastador..
Lembre-se: não existem alimentos “ruins”, mas sim “hábitos” ruins.

(Fonte: Nutrição Assistencial – Hospital Virvi Ramos e estagiárias de Nutrição Social Fátima Faculdade)
Desenvolvido por TUA Tecnologia